segunda-feira, 19 de março de 2018

Pai acusado da morte da filha de 10 anos



Um agente de 1ª da Polícia Nacional no Cuando Cubango de nome Joaquim Augusto foi acusado este fim-de-semana, de ter causado a morte, por espancamento, da sua filha de 10 anos de idade.

Pai acusado da morte da filha de 10 anos





O sucedido foi dado a conhecer domingo, em Menongue, pelo porta-voz da direcção do Serviço de Investigação Criminal (SIC) no Cuando Cubango, Paulo Dias de Novais, em declarações à imprensa.


Segundo o responsável, o SIC tomou conhecimento do caso de ofensas corporais, no bairro Castilho, arredores da cidade de Menongue, que resultou a morte de uma menina de 10 anos, identificada por Josefina Ntumba.


Paulo Dias de Novais explicou que registou-se, também, uma negligência por parte da mãe, uma vez que o crime ocorreu no dia 15 e apenas dois dias depois a cidadã Abiana Alfredo informou as autoridades, tendo a menina falecido na madrugada de domingo (18).


Para o responsável, se houvesse pronta assistência médica no dia do sucedido (15), acredita-se que se poderia salvar a vida da menina.


“É caso que preocupa, não só o SIC mas a sociedade em geral, porque quando se trata de um pai que mata a sua própria filha é anormal. O mais agravante é que o acusado é efectivo do Ministério do Interior, mormente da Polícia Nacional”, explicou.


O porta-voz avançou que actualmente o acusado encontra-se em fuga, mas estão a trabalhar para a qualquer momento ser apresentado ao Ministério Público.


Apelou os cidadãos em geral para mais cuidado, sobretudo quando estiverem em uso de substâncias entorpecentes (bebidas alcoólicas), uma vez que o acusado, no cometimento do crime não se encontrava em pleno gozo do seu juízo normal.


Paulo Dias de Novais fez saber que o possível estado de embriaguez apresentado pelo agente da corporação no acto de ofensas corporais foi detalhado pela família, porquanto não é normal um pai bater a filha até a morte.




Mergulhadores recuperam corpos de vítimas de afogamento em Luanda



Os mergulhadores do projecto Praias Seguras de Angola (PSA) recuperaram, no fim-de-semana, os corpos de quatro pessoas afogadas em praias, lago e no Rio Kwanza, na província de Luanda.

Mergulhadores recuperam corpos de vítimas de afogamento em Luanda






O porta-voz do comando provincial do Serviço Nacional de Protecção Civil e Bombeiros (SNPCB), Faustino Minguês, disse que as vítimas de afogamento com idades entre 19 e 32 anos foram resgatadas no lago do bairro Tande, em Cacuaco, na praia da Ilha do Mussulo, no Talatona, e no Rio Kwanza, no distrito do Calumbo, em Viana


Neste período, os mergulhadores salvaram outras duas pessoas em eminência de afogamento na praia do Ponto Final, na Ilha do Cabo, no distrito da Ingombota.


Ao bombeiros registaram ainda sete incêndios causados por curto-circuito e fogo posto que afectou os sectores da habitação, energia e transporte nos municípios do Kilamba-Kiaxi (Estoril, Golfe 1 e Camama), Cacuaco (Avenida Fidel Castro), Luanda (Rangel), Cazenga (Calawenda e Bananeiras) e Viana (Zango).


O serviço de bombeiros limpou um derrame de combustível, na via pública, na Samba provocado por uma viatura em mau estado técnico e efectuou também o desencravamento de um elevador e três aberturas de portas em apartamentos das Centralidades do Kilamba e Sequele e o corte e remoção de uma árvore caída sobre uma viatura na Ingombota.


As ambulâncias pré-hospitalares atenderam, na via pública e residências, 18 pessoas vítimas de patologias nos municípios de Luanda ( Neves Bendinha, Ingombota, Maianga, Samba e Rangel), Viana, Cacuaco e Kilamba Kiaxi, encaminhando-os para  hospitais  públicos e privados.





Empreiteiro da fábrica de tomate foge com dez milhões de dólares



A Sociedade de Desenvolvimento da Matala (Sodmat) admite ter perdido o rasto do empreiteiro luso-espanhol, contratado em 2008 para reabilitar e equipar a única fábrica de transformação de tomate da província da Huíla.

Empreiteiro da fábrica de tomate foge com dez milhões de dólares
Cipriano Ndulumba - PCA da SODMAT SA




A referida empresa tinha recebido 10 milhões e 280 mil de dólares, financiados pelo BDA, para reabilitar a fábrica de concentrado de tomate do Perímetro Irrigado da Matala, segundo o presidente do conselho de administração da Sodmat, Cipriano Ndulumba, que falava hoje à Angop.


Informou que o empreiteiro, cujo nome não revelou, abandonou a obra em 2012, logo que o novo conselho de administração tomou posse.


Tendo em conta a prolongada ausência do empreiteiro, iniciaram o processo de diligências para a sua localização, mas tem sido muito difícil.


“A última vez que fizemos pressão para que ele estivesse no país, até apareceu, mas alegou que a empresa tinha falido, assegurando que lutaria para que regressasse para concluir com as obras. O mesmo recebeu o pagamento, mas antes de 2012, quando a gestão do perímetro era outra”, disse.


O gestor lamentou o facto de passados quase dez anos não haver informações sobre o empreiteiro, apesar das diligências que vêm sendo efectuadas.


O último contacto com sucesso foi feito há dois anos e de lá para cá não notícias do mesmo.


“Fizemos todas as diligências, inclusive deslocamo-nos à Europa duas vezes a procura do sujeito, a verdade é que não foi possível a sua localização. Trocávamos e-mails e dava garantia de que viria para concluir com a obra, mas ultimamente já não tem sido possível, pois há mais de dois anos que não tem sido possível estabelecer o contacto”, explicou.


A Sociedade de Gestão dos Perímetros Irrigados (SOPIR) também fez algumas diligências, inclusive os seus responsáveis foram à Espanha e Portugal, onde supostamente estava a sede da mesma empresa, mas acabaram por descobrir que legalmente ela não existe.


“Neste momento estamos a procura de um outro parceiro que possa terminar as obras, mas faltam recursos, todas as pessoas que contactamos estão interessadas em reabilitar ou concluir com as obras, mas há um problema de recursos a nível do banco para a importação do equipamento em falta, pois um dos grandes problemas que se coloca para que a fábrica volte a funcionar é exactamente a linha de montagem de embalagens”, referiu.


A fábrica localizada na comuna da de Capelongo, município da Matala, foi montada nos anos 60 e encontra-se inoperante desde 1980, tendo em 2008 iniciado o processo de reabilitação, cuja conclusão estava prevista para Março do ano seguinte.


De acordo com o projecto, a fábrica terá uma capacidade para processar seis toneladas de toma/hora.


O perímetro irrigado da Matala é o maior do país, dispõem de um canal com 43 quilómetros de extensão e 11 mil hectares irrigados, construído nos anos 50 e reabilitado e reinaugurado em Agosto de 2002.



Fronteira entre Moçambique e África do Sul vai funcionar 24 horas por dia


O posto fronteiriço de Ressano Garcia, que liga Moçambique e África do Sul, vai passar a operar 24 horas por dia a partir de abril, anunciou a ministra dos Negócios Estrangeiros e Cooperação sul-africana, Lindiwe Sisulo.




"O Governo moçambicano solicitou que até abril a fronteira dos Libombos, em Ressano Garcia, passe a estar operacional 24 horas e nós prometemos que isso vai acontecer", afirmou Lindiwe Sisulo, citada hoje pelo diário moçambicano Notícias.


Lindiwe Sisulo considerou urgente que os dois governos trabalhem para a facilitação na emissão de vistos para os moçambicanos residentes na África do Sul.


De acordo com dados oficiais, mais de dois milhões de moçambicanos residem na África do Sul, parte dos quais trabalha em minas, agricultura e comércio, incluindo no setor informal.


A África do Sul é a economia mais desenvolvida da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC), atraindo imigrantes da região e do continente à procura de emprego.



Milhares manifestaram-se na favela da eleita municipal assassinada no Rio de Janeiro



Cerca de 2.000 pessoas manifestaram-se ontem no Rio de Janeiro na favela onde nasceu Marielle Franco, a conselheira municipal assassinada na quarta-feira, e exigiram justiça para esta militante empenhada contra o racismo e a violência policial.



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“A voz de Marielle não vai ficar silenciada” foi a palavra de ordem da marcha.


Marielle Franco, uma carismática mulher negra de 38 anos que em 2016 foi eleita conselheira municipal, envolveu-se intensamente contra o racismo e a violência policial.


No regresso de uma reunião sobre a defesa dos direitos das mulheres negras, o carro onde viajava foi abordado por outro veículo e após uma curta perseguição, Marielle Franco foi atingida por diversos disparos na cabeça. O seu motorista também foi morto, e a sua assistente ficou ferida.


A militante, eleita nas listas do Partido Socialismo e Liberdade (PSOL, esquerda), era natural da favela da Maré, uma das mais violentas do Rio de Janeiro e situada na zona norte da cidade, não longe do aeroporto internacional.


Este vasto bairro com 140.000 habitantes regista desde há vários anos frequentes tiroteios, entre guerras de bandos de narcotraficantes e musculadas intervenções das forças policiais.


A manifestação de hoje, onde a consternação e a cólera conviveram, foi a última de numerosas mobilizações que têm decorrido no Brasil na sequência deste assassinato, que muitos definem como uma execução e que está a agitar o país, quando foi revelado que o crime terá sido cometido com munições utilizadas pela polícia.


Segundo o ministro da Segurança, as balas utilizadas no assassinato foram roubadas há alguns anos à polícia.


Na quinta-feira, 50.000 pessoas tinham-se já manifestado no Rio e cerca de 30.000 em São Paulo, enquanto milhares também saíram à rua em diversas grandes cidades do Brasil.


Na sexta-feira, uma criança de um ano, um homem e uma mulher foram mortos por balas perdidas durante um tiroteio entre traficantes de droga e a polícia numa favela do norte do Rio de Janeiro.









Imãs da Guiné-Bissau pedem a políticos para se entenderem


O presidente da União dos Imãs da Guiné-Bissau, Bubaca Djalo, pediu ontem à classe política guineense para chegar a um entendimento e "tirar o país do marasmo".




Num discurso proferido no âmbito do 12.ª Ziara (encontro anual da comunidade islâmica) na vila de Mansoa, que juntou milhares de fiéis, Bubacar Djalo pediu "aos responsáveis do país para que tenham pena do povo" guineense.


Bubaca Djalo recordou que o país está há dois meses sem um Governo e os sinais mostram que os políticos do país continuam sem chegar a um entendimento.


O presidente da União dos Imames salientou que a proximidade da campanha de comercialização da castanha de caju, principal produto agrícola e de exportação da Guiné-Bissau, para exigir o entendimento.


"Que este recado chegue à todos os políticos", defendeu Djalo salientando não estar a fazer política, mas sim a expressar o "sentimento do povo"


O líder dos imames guineenses afirmou que "não pode ter medo de falar o que preocupa o povo".


No início do ano, o antigo primeiro-ministro guineense Umaro Sissoco Embalo apresentou a demissão.


No final de Janeiro, o Presidente do país, José Mário Vaz, nomeou um novo primeiro-ministro, mas que, até agora, ainda não apresentou o seu Governo.



PR brasileiro avisa que "o mundo já não pode perder mais tempo"


O Presidente brasileiro, Michel Temer, avisou hoje em Brasília, na abertura oficial do Fórum Mundial da Água, que a degradação ambiental que ameaça os recursos hídricos é um sinal de que “o mundo já não poder perder mais tempo”.




Na abertura do Fórum, que reúne até sexta-feira cerca de 30 mil participantes, entre os quais o ministro do Ambiente de Portugal, João Matos Fernandes, o líder brasileiro referiu que existe “um consenso de que a vida na Terra estará ameaçada sempre que não se respeitem os limites da Natureza.


O planeta, observou, “é só um” e “as soluções devem ser conjuntas e articuladas” entre a comunidade internacional.


Temer citou dados das Nações Unidas segundo os quais dois mil milhões de pessoas não têm abastecimento seguro de água em casa e relacionou directamente o acesso a este recurso e ao saneamento à própria vida.


O Fórum Mundial da Água, organizado pelo Conselho Mundial da Água, é realizado a cada três anos desde 1997 e é considerado o principal evento sobre recursos hídricos do mundo.


Nesta edição, em Brasília, estão representados governos, organizações e empresas de cerca de 150 países.


Além de Temer, na abertura estavam presentes outros chefes de Estado, incluindo o de Cabo Verde, Jorge Carlos Fonseca, da Guiné-Bissau, José Mário Vaz, de São Tomé e Príncipe, Evaristo Carvalho, da Guiana, David Granger, e da Hungria, János Áder, além dos primeiros-ministros de Marrocos, Saadedín Otmani, e Coreia do Sul, Lee Nak-yeon, do presidente da Assembleia-Geral da ONU, Miroslav Lajcak, e da directora-geral da Unesco, Audrey Azoulay.


Portugal tem a maior presença de sempre neste 8.º Fórum Mundial da Água, o primeiro a ter lugar num país de língua portuguesa, que pretende abranger as componentes política, técnica, regional e jurídica.


Pelo pavilhão de Portugal vão passar políticos - o ministro do Ambiente, o secretário de Estado do Ambiente, a secretária de Estado dos Negócios Estrangeiros e Cooperação e deputados -, especialistas, empresários e representantes de entidades como a Agência Portuguesa do Ambiente (APA), Entidade Reguladora dos Serviços de Água e Resíduos (ERSAR), Águas de Portugal ou Associação Nacional de Municípios.


O pavilhão de Portugal também vai receber responsáveis dos países da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP).


O ministro do Ambiente, João Matos Fernandes, vai aproveitar o evento para se encontrar com a ministra espanhola com a tutela desta área para analisar assuntos comuns, como a Convenção de Albufeira (para gerir as bacias hidrográficas comuns), ou a mina de urânio de Retortillo que tem tido várias críticas dos ambientalistas e autarcas da região - portuguesa e espanhola.


Os grandes temas em análise no Fórum são nove - água e clima, água e saneamento, água e desenvolvimento, água e cidades, água e ecossistemas, água e financiamento, água e partilha, água e capacitação, e água e 'governance', divididos em 32 tópicos que serão debatidos em 140 sessões.


Na discussão de cada tema será abordada a situação em cada região do mundo.


Portugal ficou com a responsabilidade de conduzir todo o processo regional da Europa. Foram realizados encontros e inquéritos aos países europeus para elaborar um documento a definir as prioridades por áreas, que será apresentado durante o Fórum.


O Fórum integra ainda iniciativas dedicadas a grupos específicos, como os consumidores, os jovens ou as crianças, num esforço para a sensibilização para a importância da água.



Neide Sofia concorre aos AMA com sucesso de Bruna Tatiana



O sucesso “Eu sou assim”, de Bruna Tatiana, numa versão interpretada por Neide Sofia garantiu à última a única nomeação para os mais importantes prémios da música angolana.





Neide, que tem já outras músicas a marcarem a sua carreira a solo, nomeadamente “Kende Papa” e “Mentira”, entra agora para a corrida pela melhor classificação à categoria de “Melhor R&B/Soul” com um “remix”, cuja versão original foi lançada por Bruna Tatiana há mais de 15 anos.


A promissora cantora inicia assim a batalha pelos votos, numa disputa frente a Telma Lee, Duc & Niiko, Kelly Silva, Rui Orlando, entre outros não menos importantes.


Neide tomou conhecimento da novidade esta quinta-feira (15), numa das salas de conferências do Hotel HCTA, em Talatona, aquando da apresentação da 6ª edição do concurso.





segunda-feira, 5 de março de 2018

Activistas das Lundas libertados por falta de provas



Mais de 100 foram detido no dia 24 durante manifestação organizada pelo Movimento do Protectorado Lunda Tchokwe



Lundas têm registado muitas manifestações





A Procuradoria municipal da República no Cuando, na província da Lunda Norte, mandou libertar nesta quinta-feira, 1, todos os activistas do Movimento do Protectorado Lunda Tchokwe detidos no sábado, 16, quando se manifestavam a favor da autonomia das Lundas.


A procuradoria alegou insuficiência de provas da acusação.


A notícia foi confirmada à VOA por Mbuaco, um dos membros da direcção do Movimento, que organizou a referida manifestação na qual mais de 100 activistas foram detidos.


Cerca de 70 tinham sido libertados no dia 26.


Aquele membro da direcção do Movimento que reivindica a autonomia nas Lundas disse ainda que alguns sobas, ao serviço do partido no poder, devidamente politizados e orientados e com o apoio da Rainha Muacafunfo e dos comités de acção locais, assumiram os actos de espancamento a todos que se identificam com o Movimento ou com a oposição ao partido no poder.


Mbuaco esclareceu ainda que esta onda de espancamentos já tem vítimas com realce para o desaparecimento de algumas pessoas.


A VOA procurou ouvir a Rainha Muacafunfo, mas sem sucesso.


Recordo que o soberano “Muanangana” Kapenda Kamulemba acusou anteriormente as forças policiais locais de terem ferido a tiro dois cidadãos que ainda se encontram em tratamento medico e destruíram a residência do soberano André Zendique.